::gil elvgren::

Sábado, Julho 05, 2008

Das coisas que eu gosto ou Das coisas que não fazem sentido, mas eu gosto mesmo assim:

... Acordar de madrugada e saber que ainda tenho umas 4 horas de sono para celebrar
... Pensar numa música e, tcharam, ouvi-la magicamente na seqüência dos acontecimentos rotineiros e improváveis
... Saber a previsão do tempo para os aeroportos brasileiros na rádio {que eu não vou falar o nome, mas é a Antena 1}, mesmo que eu não vá viajar
... Encontrar o filme que eu estava procurando por R$ 19,90 dinheiros completamente por acaso
... Baixar tooooda a temporada de meu seriado favorito e ter tempo de assisti-la
... Ahá, melhor: baixar o filme que eu procurava enlouquecidamente e que no Brasil, necas
... O nariz do Steve Carell {poizé, não adianta explicar, sentimento cabalístico}
... Comprar a fatia certa do bolo de cenoura + chocolate: aquela que vem com a cobertura escorrendo pelo meio da massa
... Ficar rouca enquanto canto, mas nem tanto depois... ah, desnecessário
... Cantar Janis Joplin sem descabelar-me ou ficar afônica
... Os gritos roucos, a dança esquisita e as músicas lindas do Joe Cocker
... Receber notícias boas pela manhã, durante o dia e no final da noite num espaço curto de tempo
... Ter extraído os 4 sisos de uma só vez, em 40 minutos, sem intervalo
... Imaginar coisas absurdas ou eventos estranhos e sorrir sozinha sem ter que explicar o motivo, a razão ou presença no fato
... Usar o sarcasmo quando devidamente necessário
... Ser compreendida uniformemente pelo receptor da mensagem
... Programar minha próxima tattoo
... A expressão munganguenta do Chris Garver quando ele analisa a tatuagem
... Tudo relacionado aos anos 60 e 70, música, cinema, literatura, aaff, tudo
... Comprar vestidos
... Vírgula, Bolsas
... Vírgula, Flores
... E sapatos
... Ok, simplificando: acessórios em geral
... Ter por perto as pessoas que mais amo no mundo
... Ser indiferente àquelas que por motivos idiotas deixaram de ser próximas
... E não ter de me preocupar a respeito, se mudaram, casaram, geraram ou fizeram a curva
... Ir ao cinema e ter meu espaço aéreo respeitado, sem cabeças gigantes, topetes espaciais ou jubas mutantes sentadas à minha frente
... Não ter que conversar enquanto faço a maquiagem, com destaque para o delineador
... A nova música da Madonna, adoooro, tic-tac-tic-tac-tic-tac {4 minutes}
... Encontrar Joaninha dentro de casa e devolvê-la ao jardim
... Mergulhar o sushi no teriyaki mais vezes do que no shoyu
... Quando o alimento em questão não desmonta dentro do molho, escapando do hashi, do controle manual e da paciência
... Ouvir música imaginando o videoclipe
... Da minha cara de espanto ao ver o lançamento do clipe e descobrir que, inconscientemente, subtraíram minha idéia
... Sorvete de flocos ou Diamante Negro, com Nutella e cereais, coisa leve
... Passar devagar e pausadamente para ver as girafas e os elefantes na entrada do Zoológico {mas depois me entristecer, pois eles poderiam estar mais felizes na selva da África, fico arrasada}
... Olhar para o céu azul de nuvens espaçadas, sem previsão de chuva, com temperatura fria e alta umidade do ar
... De fazer uma lista sem princípios ou fins, já matutanto na próxima série Das coisas que eu não gosto ou Das coisas que talvez façam sentido, mas eu não gosto... mesmo que sentido tenham.

Quinta-feira, Junho 26, 2008

" ... Em suas preces nunca esqueça de dizer: Vá adiante, amor, aqui ficaremos bem... e quando Deus assim quiser, nós nos veremos... "


Sei que é só mais um dia, mas a medida que a data veio se aproximando, todo aquele sentimento de vazio me preencheu novamente...
Há um ano atrás, minha mãe querida partia deste mundo... fez sua passagem logo após ouvir um Salmo... deixou cair uma lágrima e seguiu...
Desde aquela tarde em que ela se foi, meus dias perderam muito de sua cor. Quando eu nada mais poderia fazer, lembro de ter encostado numa parede e fiquei olhando para o céu que se transformava em noite, sem cores... perguntando onde ela poderia estar.
Perdi minha mãe, minha melhor amiga... minha companheira... por quem eu daria a minha vida. Até hoje ainda sinto o cheirinho dela pela casa. E nas vezes em que a saudade dói a alma, procuro aconchego em sua força e coragem.
Uma vez minha mãe me viu chorando... apesar de eu tanto evitar... ela percebeu o quanto eu estava preocupada e disse que estava bem, que aquilo passaria, que eu era uma boba por estar chorando tanto... Depois de tudo o que vivemos - tristezas, perdas e decepções -, percebi quão forte minha mãe foi naquele momento, enfrentando medos, verdades, lágrimas... por mim.
Eu sempre guardo a lembrança de seu sorriso, de suas mãos que são tão minhas, de seu cabelo que eu gostava de mexer... ela me chamava de *passarinho* e eu sorria... minha vontade maior é de lhe dar um abraço, outro abraço eterno, agradecer por todo o amor e dedicação, mas preciso deixá-la seguir por onde não consigo enxergar.
Minha mãe sempre foi muito amada... acredito que não imaginava o quanto {apesar de eu repetir isso à ela}, mas de onde estiver, sei que tem a certeza de nosso amor a cada dia, a cada mês e neste ano que se completa.
Saudade eterna... quantas vidas eu tiver...



" Se me amas, não chores!
Se conhecesses o mistério imenso do céu onde agora vivo, este horizonte sem fim, esta luz que tudo reveste e penetra, não chorarias... se me amas!
Estou absorvido no encanto de Deus, na Sua infindável beleza. Permanece em mim o teu amor, uma enorme ternura que nem tu consegues imaginar. Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo, pensa nesta casa onde um dia estaremos reunidos para além da morte, matando a sede na fonte inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores se verdadeiramente me amas! "
Santo Agostinho


Natércia, um ano.

Segunda-feira, Junho 16, 2008

"Respira aliviada mãe de quatro meninos, nascidos de parto normal, na última sexta-feira, 13".

Não, essa não foi matéria de capa da revista que emana conhecimento ou mesmo chamada de programa televisivo de canal aberto, com depoimento ao vivo, direto da maternidade.
A feliz genitora, que não mais precisará respirar ofegante após as contrações, sou eu.
{...}
Nããão, não fique aí com esses olhos marejados de emoção, eu não trouxe ao mundo quatro pimpolhos de bochechas rosadas, eu não perpetuei ao quadrado² a espécie e não carreguei os pequeninos por longos nove meses neste bucho aqui.
O que mais parece uma história de ternura e amor, estava mais para um conto de Stephen King: extração dos quatro sisos em plena sexta-feira 13.
E para dar mais "vida" ao momento, horas antes de ir ao consultório dentário, recebi telefonema da bibliotecária: o tal volume do 'mestre do terror' que eu havia reservado na biblioteca, chegara.
{...}
Beleza de tarde, após trocentas anestesias nesta gengiva que é só minha, começou o puxa-repuxa dos terceiros-molares. De um lado do ringue, a cirurgiã-dentista repetindo que eu não sentiria dor alguma, somente teria uma sensação diferente; do outro lado do ringue, caracterizada de Zilu {a Camargo}, eu tentava dizer à dentista para anestesiar mais porque eu não queria ter sensação alguma. E foi feita a minha vontade... Passado uns quinze minutos observando a cirurgiã se debatendo contra a luz que me cegava, escuto um sonoro *nasceeeeu!*, era o primeiro siso. E assim seguiu-se por quarenta minutos, a cada dente extraído, uma comemoração tamanha... da minha parte também, claro, a maior interessada. Com a boca cheia de gaze, mas com um sorriso imaginário aberto.
Pontinhos básicos, recomendações clínicas, elogios diante de minha performance guerreira e perguntas bobas que eu escrevia num papel... já que língua não existia de tão dormente, estou definitivamente sem juízo, ha-ha!
À noite, após todo o processo cirúrgico, enquanto eu segurava bolsas de gelo contra a face, mudei de canal e lá estava uma das obras do mestre Stephen passando em uma emissora de filmes clássicos.
The End!
{...}
Para quem sofre com dores no maxilar e ainda não se "animou", admito que durante a cirurgia, o único incômodo é a pressão contra seu indefeso dente. No meu caso, um dia depois, tive poucas dores & muitos enjôos ltda. Mas acredito que esteja dentro do processo, já que a medicação é deveras ampla.
E se você quer emagrecer, a hora é agora, extraia os sisos! A base de muita sopa, sorvete e de um rosto totalmente dormente, você atingirá sua meta.
Tô quase lá... sonhando com um paillard acompanhado por fritas e salada.

Domingo, Junho 08, 2008

*da série: coisas que só acontecem comigo*
Comecei a jornada tentando entregar um livro na Biblioteca instalada no prédio em que trabalho. Coisa simples. Um Stephen King, volume II. Como ainda não li o I, decidi devolver porque havia lista de espera. Na portaria, fui orientada a adentrar o recinto e caminhar o looongo corredor atééé o final. E assim o fiz, mas ninguém aparecia para eu fazer a entrega. Foi quando me deparei com um coro, seguido por palmas descompassadas e felizes:
Paaa-ra-béééns pra vo-cê, nesta daaaaata que-ri-da, muitas feeeelicidades, muitos aaanos de viiiiiiiiiii-da!
E no ápice da emoção, eu nem havia reparado que cheguei bem na hora da festinha surpresa para um dos funcionários do setor. Fazer o quê além de cantar junto e desejar um feliz aniversário para o moço?
Claro, entregar o Stephen King, desconsiderando qualquer tentativa de buscar o I.
.
Continuei a busca por roupas perfeitas. Difícil, já que tudo que gosto não sai por menos de três dígitos. Shopping, *sabecomoé*, defeitos perceptíveis, tem que caminhar, desviar e abstrair. Passando por uma das várias lojas de departamento, gostei da saia que não tinha preço, decidi levar a calça também. No caixa, a moça com cara de caneca registrou os itens, eu paguei e sensação de dever cumprido. Mas por todas as saídas que passei, o alarme disparou. Ah, comigo não era, estava tudo pago e comprovado. Caminhei desenvolta, nenhum segurança abordou ninguém. Em casa, comentei o estranho fato da noite mas, quando abri a sacola, lá estava o alarme preso à saia... A moça com cara de toupeira esqueceu de tirá-lo. Só castrando. Dias depois, retornei à loja {que eu não vou dizer o nome, mas que se chama C&A} e entrei na fila para tirarem aquela bolacha de plástico da minha vestimenta. Foi quando reparei que a mesma moça com cara de lhama atendia. Caos. E qual não foi minha surpresa ao ouvir a cliente da vez reclamar: por muito pouco, a criatura do pântano não esquece outro alarme no sobretudo vendido há meio-minuto! Aiaiai. O que fazer? Comprar na concorrência? Experimentar trocentas peças e não levar nenhuma? Desarrumar os suéteres que ficam em destaque?
.
Porque a dentista tentou fazer com que a extração dos sisos parecesse simples e eu ainda não acreditei, por isso tanto adiei. Mas as dores originárias dos dentes desnecessários estão me incomodando muito mais. Pescoço, ombros, ouvidos e cabeça. E no auge do incômodo, marquei uma consulta e, em breve, darei meu grito de liberdade desdentada. Mas antes disso, nada como uma medicação na veia para aliviar e... e deixar um verde-roxo-degradê em meu braço... ah, isso não foi legal, não mesmo. A infame da enfermeira deveria ser surda quando comentei que minhas veias são transparentes ou se sentiu desafiada a buscá-las... De acordo com a açougueira, digo, samaritana, em quatro anos de profissão, ela jamais tinha se deparado com veias tão finas e escondidas... Ótimo, senti-me a nova descoberta da ciência e ainda ouvi:
- Mas, olha só, uma mulher desse tamanho usando agulha para criança?! Ooowww. Você não fica com vergonha?!, perguntou ela, querendo ser engraçada e distrair meu incômodo. E eu, do alto de minha inesgotável sinceridade, respondi:
- Não, não sinto vergonha, sinto dor!
Ó, vida, além de causar um pequeno frisson na emergência do PS, *moléstia* à parte, agora estou com uma marca enorme no braço que reluz diferentes cores a cada manhã.
Diva.
.
Trabalhar é preciso! \o\\
Mas no sábado também?
- Sim!
Sem mais para o momento.

Quinta-feira, Maio 22, 2008

Pensar dói.
Após uma semana de academia bem aproveitada, não satisfeita, invento de pedalar uns quilômetros por aí. Músculos em polvorosa, mas eu continuei firme na subida da ladeira. Alma saindo do corpo, mas ainda consegui sorrir para um conhecido que por mim passou nem um pouco ofegante, começando o circuito...
Ah, muito melhor sentir o vento batendo no rosto do que uma música irritante, um country-poperô, que sou obrigada a ouvir na academia.
.
Não poderia ser mais maldoso do que isso: penúltimo feriado do ano {que pra mim conta como último, já que não tenho paciência celestial para eventos natalinos}. E feriado que cai na quinta-feira deveria ser obrigado por lei a esticar até a sexta.
Sinceramente... só castrando. Sinceramente, acho que só eu vou me dirigir ao trabalho... posso até alternar entre cambalhota e estrelinha para chegar sem a menor pressa e dar continuidade à minha grade de exercícios.
.
.
Colocando a vida virtual em dia, li bastante sobre a história do Felippe e fiquei comovida com sua luta.
Não conheci seu blog anterior, que foi extinto logo depois dele ter descoberto que desenvolveu leucemia mieloide aguda. Hoje, o Felippe conta sobre sua rotina no Cerhumano e precisa urgentemente de um transplante de medula.
O pedido da vez é:
Quem puder divulgar e também fazer o teste de compatibilidade para ajudá-lo, por favor, participe!
Ele mora no Rio de Janeiro, portanto, se você também está por lá, não custa nada ajudar.
A HemoRio realiza palestras para quem deseja ser doador de medula óssea. Após as informações, é feita coleta de sangue e cadastro no Redome, Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea. Caso haja compatibilidade, você é convocado para ajudar.

Para agendar uma palestra na HemoRio:
0800-2820708, de 7h às 18h, segunda a sexta-feira.
Ou então se cadastrar no Salão de Doadores, Guichê 1, de 9h às 12h.

Mais esclarecimentos, você pode encontrar na página que o Felippe criou e que atualiza sempre que possível.
Estamos na torcida para que tudo fique bem. ;)

Domingo, Maio 18, 2008

"… Don't get me wrong
If you say hello and I take a ride
Upon a sea where the mystic moon
Is playing havoc with the tide
Don't get me wrong …"
The Pretenders

E enquanto eu terminava de comentar um desses assuntos rotineiros que acompanham a vida, ouvi alguém perguntar se eu era escorpiana. Assim... do nada. E com toda a propriedade que me cabia e com alguma curiosidade diante do questionamento, falei que sim, mas escorpiana daquelas não-praticantes, que não costumam ler previsões diariamente, ou que fazem tattoo do signo, do ascendente, da lua e o escambau.
Astros intimamente ligados, antenas idem e a plataforma da conversa era a *amizade*. Como não pratico o auto-envenenamento, comentei que quando sou amiga de alguém, sou de verdade... mas estabeleço limites para determinadas ações: não seja injusto ou tente bancar o dissimulado-esperto comigo ou com aqueles que amo porque, quando me afasto, é para sempre. Não há uma próxima vez. Minha simpatia não brotará após 20 anos de distância. Minha opinião não muda, nem meu sorriso surge.
Sou prática e transparente, ponto. Também não sou fã de conveniências estratégicas, curiosidades infundadas e gentilezas de segunda ordem. Porque tudo em excesso eu desconfio: elogios, sorrisos, perfeições demais. Sou muito mais fã da espontaneidade, não dos imaturos à procura da babaca perfeita.
Desenvolvi a teoria e fui minha própria fonte de pesquisa com alguns poucos que costumava chamar de *amigos*.
Daqueles que só se fizeram presentes quando lhes era interessante. Daqueles que não procuram saber se você está bem quando você já cansou de fazer isso a eles e não recebeu atenção de volta. Daqueles desocupados do Orkut que se interessam por sua vida virtual, já que a vida real requer árduo trabalho e dedicação incessante.
Os acontecimentos sugeriram os participantes da estatística e sim, me sinto melhor agora. Porque a impressão que tenho é que, tudo aquilo que passamos em algum momento, não foi verdadeiro... portanto, obrigada por manter a distância.
{...}
E enquanto comentávamos o assunto rotineiro que acompanha a vida, pizzas infinitamente deliciosas eram saboreadas... Com pessoas que não fingem estar, indivíduos que realmente são.
Eu gosto de pessoas, mas não de todos os tipos. As artificiais, eu passo. E ainda acho graça.

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Por três vezes tive idéias em sete dias seguidos. Daquelas que surgem no engarrafamento porque tem um motorista caricato do seu lado, numa tarde ociosa olhando pela janela de céu azul anil ou na madrugada aparentemente curta para quem tem sono. E as idéias pareciam ótimas, mas não muito aplicáveis horas depois, já que, passado um tempo, eu não lembro de absolutamente nada.
Dia desses ouvi que Madonna aderiu a outras tecnologias para registrar seus insights para a posteridade. Sim, as estrelas também esquecem, por que os anônimos lembrariam!?
Amélie Poulain gosta de jogar pedras no rio e eu gosto de carregar papel, caneta e imaginação um tanto fértil, mas pouco fotográfica. Oh vida, oh céus. Tanto com tão pouco, algumas histórias e uma ventania de devaneios que se perdem numa fração de minutos.
E juro não apelar para o *tema livre* porque lembra a pressão escolar e meu lema é ‘sempre alerta!’, mas com cautela. ;)


Agora me diga qual é a empolgação de se 'trabalhar' numa sexta-feira cujo tema principal é *mudança*?! O simples deslocamento do segundo andar para o primeiro, mais parecia do vigésimo para o subsolo, de escadas e carregando caixas pesadas. Chega o sábado e, junto dele, um princípio infame de enxaqueca. Vai-se o domingo com a *poha* da dor all day long and through the night. E na segunda-feira o que se tem? Vias respiratórias entupidas, ouvidos precisando ser tapados, paciência esgotada e hora que não passa. Gavetas a organizar, poeira, barulho, almoço ruim e chuva na hora de ir embora para molhar o dedão do pé com uma água proveniente de qualquer lugar.
Agora eu espero a próxima 6afeira com a ansiedade típica de quem quer ir ao cinema para encontrar
Colin, o Farrell ou alugo Xanadu para perder de vez a dignidade pouco estabelecida?
Ai, como sofro.
.
Na dúvida, votem em 'Colin' sem hesitar, sem vacilar.

Sábado, Abril 26, 2008

"Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche"
Martha Medeiros
.
... dez meses sem a presença física de mamis...
E mesmo que eu tenha a certeza de que minha mãe está onde sempre imaginei, ao lado de pessoas tão especiais quanto ela, o conforto é lembrar de seu sorriso, de nossas conversas, de seus conselhos, de sua companhia e zelo. Por um instante, pensei ter perdido minha melhor amiga, mas hoje sei que ela é um anjo eterno em minha vida.
Dez meses, dez dias, dez minutos de sua passagem deste plano para outro muito mais elevado e parece que pouco mudou quando percebemos a ausência física... e mesmo que eu venha a chorar porque a saudade ultrapassa qualquer compreensão, tenho a certeza de paz e de que sua presença será eterna em nossas vidas.
.
Inevitavelmente, acompanhando o caso da pequena Isabella, identifiquei-me com o texto que sua mãe, Ana Carolina, homenageou a filha em seu perfil no Orkut.
São dores distintas, sabemos, mas dor não se mede e desemboca num mesmo sentimento de tristeza, saudade e conforto.
Relembrando as palavras que muito me emocionaram, gostaria de expressar o sentimento de filha... para a mãe que tanto amo:

"A morte não é tudo. Não é o final. Eu apenas passei para a sala seguinte. Nada aconteceu. Tudo permanece exatamente como foi. Eu sou eu, você é você, e a antiga vida que vivemos tão maravilhosamente juntos permanece intocada, imutável. O que quer que tenhamos sido um para o outro, ainda somos. Chame-me pelo antigo apelido familiar. Fale de mim da maneira que sempre fez. Não mude o tom. Não use nenhum ar solene ou de dor. Ria como sempre fizemos das piadas que desfrutamos juntos. Brinque, sorria, pense em mim, reze por mim. Deixe que o meu nome seja uma palavra comum em casa, como foi. Faça com que seja falado sem esforço, sem fantasma ou sombra. A vida continua a ter o significado que sempre teve. Existe uma continuidade absoluta e inquebrável. O que é esta morte senão um acidente desprezível? Porque ficarei esquecido se estiver fora do alcance da visão? Estou simplesmente à sua espera, como num intervalo, bem próximo, na outra esquina. Está tudo bem!"
Texto de Rosamunde Pilcher, em "Catadores de Conchas"
.
Te amamos, Natércia, minha mãe eterna.


"... você é a mãe que eu escolheria todas as vezes que tivesse esta chance e eu, a filha eleita do seu coração... seja lá em que ordem isto aconteça."


Segunda-feira, Abril 21, 2008

Ano de poucos feriados. Bleargh. Está lá no calendário, pode olhar. Este é um dos meus primeiros cacoetes ao receber o famoso bloco de meses encadernado: sair em busca dos dias vazios para preenchê-los ao meu bel prazer. Tudo bem, tudo bem, poderia ser pior, eu poderia fazer parte da classe trabalhadora centralizada no Japão onde jamaaaais há uma folga sequer... mas como é de lei: não se pode ter tudo na vida: eles trabalham tanto quanto lucram... Merecido, merecido. Ops, não que eu não trabalhe em demasia, mas ganhar bem que é bom, nada, samurai.
.
E este feriado, particularmente, passou assim, de-repente-não-mais-que-de-repente. Talvez porque eu tenha me ocupado com outras atividades, coisas diferentes daquelas todas que povoam o mundo de Marilyn, a atriz da vida real.
E já que falei em Japão, lembrei que um dos veículos mais utilizados pela população do sol nascente é a bicicleta. Adquiri a minha {caloi} após uma grande pesquisa de preços, cores e frufrus.
Vamos combinar que academia é um lugar interessante, você sofre coletivamente por aquela barriga que um dia terá {ou não}... Mas andar de bicicleta pelas ciclovias da cidade atrai mais minha atenção: faço meu trajeto, escuto minha música e sinto o cabelo voar, sensação completa de liberdade, born to be wiiiiild.
.
E lá vem mais um da série ‘queremos por perto quem nos faz bem’. Não que eu tenha o gene Maria do Bairro, traída pelo destino e cúmplice de histórias surreais. Não que eu vá morar em alguma caverna, longe da civilização para, trocentos anos depois, conceder entrevista ao Discovery Channel explicando que me ausentei do mundo por não mais acreditar no homo sapiens... Ah, não, isso realmente não me apetece, mas o que observei nestes dias de *meodeos* é que a máxima do ‘amigo é amigo; filho da p* é filho da p*’ tem vencido em larga vantagem.
Não adianta refletir filosoficamente {chaaaato}: a vida é feita de conveniências mesmo. E quando carona, companhia e interesses já não são mais necessários, as pessoas costumam agir de um jeito... como dizer... pouco expressivo.
Faz-me rir. Mas muuuuuuito.
E eu que não possuo o santo hábito de mendigar atenção, acabo optando pelo f*da-se mode on e continuo a vida. Ora, se não quer manter contato com um terrestre específico, se o transporte urbano supre suas necessidades, se os amigos novos são mais legais, se o corte de cabelo valorizou o rosto, se a cotação do dólar caiu? Bacaaaaaaaana, aproveita aí, champion... mas quando enjoar de tudo isso e procurar reaproximação, acostume-se à nova realidade porque costumo praticar o desapego ltda.
.
E nesta segunda que virou domingo, o consolo é saber que estou cheia de projetos, vontades e coragens para {re}começar.
Yep.

Terça-feira, Abril 15, 2008

Os três livros continuam estacionados na estante. Minto, agora são dois e meio, o que até conforta essa minha consciência literária inquieta e em desalinho.
Mas além dos livros {e meio}, esperam pacientemente, filmes, seriados, CD’s e emails... caso eu venha a desconsiderar os afazeres domésticos rotineiros.
O dia – em seu quadrante de X a Y, de Norte a Sul – não me é suficiente em suas escassas vinte e quatro horas. Talvez seja cansaço de coisas, lugares e pessoas ltda.
Argh, preciso de uns dias de glamour e luxúria.
Mas partindo do ponto *boa noite, boa sorte*, admito que meu mal é sono mesmo. Para constar, há passagens que merecem observações, como, por exemplo, eu sonhar que estava em trabalho de parto!! E seguindo o instinto decifrador de sonhos *polishop*, certos dias têm sido praticamente assim: parindo um filho na Namíbia, de cócoras, sem Brad Pitt... ou pior, com Tom Cruise. Medo. Mais ainda se ele levar Katie, a Holmes, daí eu procurarei abrigo em Capeside {quem assiste seriados, lembrará onde fica!}.
Tenho andado ligada no automático e até descobri que caminhar no shopping libera mais endorfina do que entrar em luta com aparelhos aeróbicos. Ah, eu precisava ouvir barulhos diferentes do que telefone tocando, buzinas e palavras de motivação para mais uma série de exercícios... e depois de caminhar corredores entupidos de compradores, desviar de plantas artificiais e dos preços nas vitrines, eu estava pronta para começar o dia. Uma atleta, praticamente... da vida real.
.
Já é sábado?